Mosteiro da Santa Cruz

Mosteiro beneditino tradicional em Nova Friburgo/RJ

Mandato apostólico

Mandato apostólico lido na sagração de Dom Tomás de Aquino, prior do Mosteiro da Santa Cruz, por Dom Richard Williamson e Dom Michel Faure.

– Tendes um mandato?

– Temos.

– Que seja lido.

Nós o temos da Igreja Romana, que, em sua fidelidade às santas tradições recebidas dos Apóstolos, nos ordena transmitamos fielmente estas santas tradições – ou seja, o depósito da Fé – a todos os homens em razão de seu dever de salvar suas almas.

Ora, de um lado, as autoridades da Igreja Romana desde o Concílio Vaticano II até hoje estão animadas por um espírito de modernismo que subverte profundamente a Santa Tradição até ao ponto de perverter a noção mesma de Tradição: “Eles já não suportam a sã doutrina, afastando-se de toda Verdade, aplicando-se às fábulas”, como diz São Paulo a Timóteo em sua segunda epístola (IV, 3, 5). Que adiantaria pedir a tais autoridades um mandato para sagrar um Bispo que se oporá profundamente a seu tão grave erro?

Por outro lado, para ter tal Bispo, os poucos católicos que compreendem sua importância poderiam, mesmo após o Vaticano II, esperar que viesse da Fraternidade São Pio X de Dom Marcel Lefebvre, assim como este lhe sagrou quatro por um primeiro mandato de suplência em 1988. Infelizmente, observando que as autoridades da Fraternidade tomam o mesmo caminho liberal, remetendo-se constantemente às autoridades romanas, tal esperança se afigura vã.

E, então, donde esses católicos fiéis obterão os Bispos necessários para a sobrevivência de sua verdadeira Fé? Em um mundo cada dia mais oposto a Nosso Senhor Jesus Cristo e à sua Igreja, o perigo parece tão grande que, enquanto Pedro não se converter (Luc. XXII, 32), é a própria Santa Igreja que nos pede de vir em socorro das ovelhas abandonadas, assegurando – lhes um número suficiente de verdadeiros pastores (Jer. III, 15) na medida em que tal necessidade se faça presente.

Nenhuma presunção nem cessão do poder episcopal de jurisdição acompanha esta transmissão do poder episcopal de Ordem, e, assim que Deus intervier para salvar a sua Igreja, à qual não resta nenhuma esperança humana de salvação, os efeitos dessa transmissão e deste mandato de suplência serão entregues imediatamente nas mãos de um Papa de novo inequivocamente católico.

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Equipe • 30 de março de 2016


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