Mosteiro da Santa Cruz

Mosteiro beneditino tradicional em Nova Friburgo/RJ

VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS Nº 49

03 de fevereiro de 2018

Vox túrturis audita est in terra nostra”     

(Cant. II, 12)

Há uma Metafísica comum a todas as religiões? Não. As falsas religiões se opõem à religião católica também em Metafísica.

Que Metafísica têm os hindus? Uma Metafísica panteísta. Que Metafísica têm os modernistas? Uma Metafísica idealista. E os persas? Dualista. E assim por diante.

As questões podem ser comuns, mas não as respostas. Guénon pode falar de união entre o que conhece e o que é conhecido, mas esta união não é a mesma para ele e para Santo Tomás.

Em teoria, a Metafísica poderia ser comum à verdadeira religião e às falsas, já que a Metafísica é um conhecimento natural, e não sobrenatural. Nos fatos isso não acontece, e foi a Igreja, com o peso de sua autoridade, que salvou a Metafísica. São Pio X a prescreveu para os seminários e alertou, na Pascendi, sobre o perigo de afastar-se de Santo Tomás, sobretudo em Metafísica.

Pio XII, falando da Filosofia de Santo Tomás, que sendo discípulo de Aristóteles completou-o e corrigiu, disse que ela era a “Filosofia da Igreja”. Ela é a Filosofia da Igreja, a Metafísica da Igreja, porque ela é a “Metafísica natural da inteligência humana”, segundo a feliz expressão de Bergson. Podia ser de outro modo, mas não foi. Isto é devido à ferida que o pecado original causou em nossa natureza. Daí a necessidade da graça, mesmo para fazer boa Filosofia. Não é uma necessidade absoluta, mas chega perto. Basta ver as aberrações que a humanidade já produziu e produz a cada dia.

Voltaremos ao assunto. Por ora, lembremos a célebre frase de Chesterton, que cito de memória: “Expulsai o sobrenatural; não ficará nem mesmo o natural”, ou seja, nem a Metafísica.

 

+ Tomás de Aquino OSB

 

U.I.O.G.D

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Arsenius • 3 de fevereiro de 2018


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